9/05/2006

Era uma vez as criancinhas...

Enfim... de volta ao trabalho... Isto de andar na trolhice tem muito que se diga... Mas adiante...
Desde a minha ultima publicação bloguistica muito aconteceu neste país, alguns acontcimentos acompanhei mais de perto outros nem por isso... Muito se fala do caso "Mateus", muito se fala do estado do futebol português (que em abono da verdade desde sempre foi uma grande bosta!!!) e muito se fala no estado da nação (que nunca deixou de andar de tanga, e rota por sinal...)... Fala-se de muita coisa mas esquece-se do mais importante, os pequenotes (não, não vou falar de pedofilia novamente!)... Vou falar sim do ensino neste paraíso fiscal que é Portugal... Como a maioria de vós deve saber eu sou de uma terrinha chamada Baião, que fica no distrito do Porto, mais propriamente entre Amarante e Marco de Canavezes... Nessa mesma terrinha numa freguesia que dá pelo nome de Ancede (por sinal de onde sou natural) existem duas escolas primarias com um número de alunos que rondam as seis dezenas ou mais (não posso ser preciso) e ainda uma escola do segundo e terceiro ciclo (leia-se do 5º ao 9º ano) que abrange alunos de 5/6 freguesias... Acontece que o executivo da Câmara local decidiu que a existência de 3 polos educativos era em demasia, o que até aí estou de acordo. Mas também decidu que a melhor maneira de resolver o problema era fazer aquilo a que eu chamo de "A Matança da Inocência!"... Passo a explicar: O executivo camarario decidiu por bem juntar as duas escolas primárias à escola do 2º e 3º ciclo, ou seja, extingue as duas escolas primárias e transfere os alunos para o polo educativo que possui os alunos do 2º e 3º ciclo. Agora vejamos, se uma criança com 6, às vezes 5 anos leva um choque quando chega a uma escola pela primeira vez e ve alunos com 8/9 anos a correr, saltar, jogar à bola e afins, imaginem o choque que não vai levar quando chegar a uma escola onde predominam alunos com os seus 14/15 anos... Basicamente a infância termina e começa uma luta pela sobrevivência... Será que uma criança de 6 anos ou ate de 8 anos que seja terá alguma vez a hipotese de brincar sem que um adolescente com um ar de superior se interponha e "faça das suas"... Uma completa estupidez, pra não dizer, um completo atentado... Desculpa do executivo "A escolha do 2º e 3º ciclo oferecem melhores condições!" ... Principal razão: "Cortar nos gastos orçamentais!" É por estas e por outras que o país está como está... Um bem haja...

1 Comments:

Anonymous Daniel said...

Essa questão pode ser argumentada das mais diversas formas. É claro que uma criança de 5 ou 6 anos não pode andar misturada com outras de idade superior sem que haja uma supervisão de um responsável. A mim não me choca que se misturem, não é caso inédito e existem diversas escolas que assim funcionam. Quanto à questão da adaptação, ela também teria de existir mais tarde. Além disso, uma criança de 6 anos não convive já com crianças de 10 nas escolas primárias actuais? Quanto a mim, é preferível juntar as crianças em locais com condições (onde não passem frio ou fome e onde o material abunde) do que em locais cujas condições deixam muito a desejar. Mais, também não me parece salutar para o regular funcionamento do ensino que crianças de diversas idades e classes sejam juntas numa mesma sala e com um único professor que tem de ensinar à 1ª classe e à 4ª simultaneamente, como acontece actualmente. Ainda a respeito do estado do país, estas medidas são exemplo do aproveitamento de recursos e optimização dos mesmos, numa lógica de servir um objectivo concreto, neste caso a educação. Não me choca que tudo isto aconteça. Porém, é necessário lembrar que têm de existir os meios de transporte necessários, bem como o apoio às crianças nesses mesmos locais, através de professores e/ou auxiliares.

6:02 da tarde  

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